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A
DECISÃO DEFINE O NORTE |
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planejamento
mudança

Nada resiste a um bom
planejamento e à disposição de querer mudar.
A primeira reunião foi feita em nosso
escritório, a pedido dele. Não queria gerar ansiedade nos
filhos antes de decidir que caminho tomar. O fundador e
principal acionista de uma empresa, do segmento de
embalagens industriais, veio acompanhado dos dois filhos,
ambos bem jovens e atuantes. Contou-nos que planejava
afastar-se da direção porque estava com problemas de saúde e
gostaria de deixar a gestão do negócio nas mãos dos filhos,
apenas acompanhando a distância.
Estava nos procurando porque, a despeito dos esforços e
disposição de todos, o faturamento não apresentava
crescimento há cerca de três anos e a empresa perdia
participação no mercado. Queria deixá-la sólida e saudável
para a próxima geração, havia tentado muitas coisas, entre
elas a substituição de executivos e vários outros
profissionais, sem resultado, e se encontrava desanimado.
Como última alternativa, caso os filhos não mostrassem
competência, poderia pensar em vender a companhia.
diagnóstico
Entender para
transformar
Após a nossa contratação, iniciamos o
trabalho com uma reunião com toda a família e, na sequência,
uma reunião geral com todas as lideranças da organização
para apresentação da consultoria e do plano de trabalho que
foi desenhado.
À medida que trabalhávamos no diagnóstico, pudemos
acompanhar diversos descompassos em todas as áreas e nos
posicionar, ainda que em fase exploratória, quanto aos
aspectos mais emergenciais.
Internamente, avaliando as áreas de forma isolada, nosso
cliente não apresentava problemas: a empresa estava
capitalizada, tinha os recursos necessários para o
crescimento e um parque fabril atualizado.
Definindo
um Norte
Entretanto, quando avaliamos a
companhia numa visão mais ampla e sob o ponto de vista da
sua gestão atual, as razões para a estagnação do crescimento
ficaram claras: a alta direção – pai e filhos – não vinha
conseguindo consensar, nos últimos anos, a visão de futuro
para a organização. Sem esse norte definido, as áreas da
empresa atuavam de forma desalinhada e sem integração de
objetivos. Trabalhavam quase que exclusivamente com ações em
curto prazo e sem horizonte em médio e longo prazos.
Na pesquisa que fizemos com os principais clientes, ouvimos
que a empresa “era muito tradicional, séria, tinha produtos
de qualidade, mas estava envelhecida e demonstrava estar
desorientada e sem saber para onde ir”.
visão de futuro
Governança Corporativa
Concluído o planejamento estratégico,
desenhamos o novo formato de gestão a ser adotado pela
empresa, no caso, governança corporativa, que imediatamente
foi aprovado pelos acionistas e implementado pela
consultoria.
Para oxigenar o portfólio de produtos em curto espaço de
tempo, retomamos as negociações com um concorrente de
pequeno porte, com dificuldades de capital de giro, e
assumimos a distribuição exclusiva de uma importante linha
complementar, com a marca do nosso cliente.
Faltava, para complementar o portfólio da empresa, uma linha
de alta tecnologia que deveria atender a clientes de grande
porte. No tempo previsto, a empresa iniciou a importação
dessa nova linha, que passou a vir da Ásia.
A reação do mercado foi muito positiva, mas os resultados
poderiam melhorar ainda mais. Era necessário desenvolver uma
gestão mais “científica” e “inteligente” de clientes,
incluindo estratégias para identificação e prospecção de
clientes potenciais.
Trabalhado o problema, a nova política de prospecção trouxe
importantes contas e resultados significativos, em curto
espaço de tempo.
Conversamos com a Gerência Nacional de Vendas e estudamos
alternativas para uma estrutura comercial que garantisse
velocidade e foco no atendimento de cada linha específica de
produtos. Em pouco menos de seis meses, uma nova e ágil
estrutura de vendas já estava contratada e com atuação
focada em cada linha do portfólio.
A empresa retomou rapidamente o ritmo de crescimento, o
faturamento cresceu expressivamente e a rentabilidade teve
significativa melhora, dando ânimo à família para voos mais
altos. O planejamento estratégico corporativo indicava o
norte e afastava a possibilidade da diretoria desperdiçar
energia com questões não alinhadas aos objetivos de futuro
da empresa.
plano de trabalho
A casa em ordem
É hora de pensar no futuro
O processo de tomada de decisão
tornou-se muito mais ágil e o relacionamento entre
acionistas havia melhorado sensivelmente, com muito menos
desgaste no dia a dia.

Empresa oxigenada, crescimento expressivo, aquisição da
empresa concorrente, construção de uma nova e ampla unidade
industrial, faltava agora voltar a atenção para a questão da
condução no futuro, que passava pelo assunto sucessão.
Nossa convivência com os filhos havia mostrado que ambos
estavam muito motivados para assumir o papel de principal
executivo, mas precisavam de um pouco mais de experiência,
maturidade e tempo. Exposta a situação, ambos concordaram
que ainda não estavam preparados para assumir a posição de
primeiro-executivo da empresa.
Apresentamos nossa proposta de solução, que foi aceita por
todos, sem restrições. Desenhamos o perfil do novo
diretor-executivo e ajudamos a identificar no mercado um
profissional qualificado para esta posição .
Antecedendo à entrada do diretor-executivo e, para agilizar
e direcionar seu trabalho dentro dos parâmetros negociados
com a família, elaboramos um plano de trabalho para os
primeiros 12 meses de gestão.
Cinco anos se passaram e muita coisa mudou. Encerramos nosso
trabalho depois de dois anos, contados desde o início do
diagnóstico, mas continuamos acompanhando a evolução da
empresa.
O diretor-executivo permanece lá, tem trazido excelentes
resultados e relaciona-se muito bem com toda a família.
O pai adquiriu uma pousada na praia e vem uma vez por mês à
empresa para presidir à reunião do conselho. Os filhos
continuam atuando, apoiados pelo diretor-executivo e já se
delineia claramente o novo sucessor.
A empresa assumiu a liderança absoluta no seu segmento de
atuação. Sua distribuição é nacional, passando também a
exportar alguns produtos. Tem recebido, nos últimos anos,
propostas de compra por parte de grupos brasileiros e do
Exterior.
“A empresa não está à
venda”, afirma categoricamente
o acionista e seus filhos. “Estaremos com o dobro de tamanho
daqui a cinco anos”, concluem.
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