Não haverá crescimento sem mudanças
Outubro de 2015
 
 

Um novo ano, novas experiências, mudanças profissionais e pessoais importantes, enfim muitas mudanças. É um período que nos remete a novos planos para a vida pessoal e profissional. Quando penso nessa ânsia por transformação, penso também no contraponto, o outro lado. Por que nós, seres humanos, resistimos tanto às mudanças? Por que esperamos uma data especial para planejarmos novos caminhos? Será que os planos são realizados ou acabam esquecidos? Será que conseguimos realmente mudar apenas em situações-limite?

Ao observarmos amigos, familiares, empresas e até nós mesmos, reparamos que as adesões às mudanças geralmente acontecem em período de forte crise financeira ou de sofrimento emocional. Aí não há como resistir. Somos obrigados a adequar-nos à nova realidade. A inexorabilidade leva-nos a mudar. O que nos faz perder a racionalidade e a real dimensão das coisas? São situações que exigem nossa reação ao fato já consumado. Não temos opção.

Essa resistência à mudança “voluntária”, própria da natureza humana, reproduz-se no mundo empresarial e as conseqüências podem deixar sequelas. Uma empresa não pode e não deve “mexer-se” apenas nos momentos de crise. Como bem definiu Heráclito: “Nada é permanente, salvo a mudança.” Portanto, o prioritário é agir e não reagir, sair da zona de conforto, avaliar o cenário, apontar e promover transformações.

Apenas uma movimentação contínua e compromissada é capaz de evitar mudanças radicais forçadas pelas circunstâncias e favorecer as de pequena escala, passo-a-passo, que podem ser conduzidas com seriedade e envolvimento de toda a equipe. Isto por que em situações não-emergenciais temos alternativas de caminhos e de intensidade de mudança.

O objetivo de mudar precisa ser assumido pelo topo da pirâmide, com convicção e ousadia, pois, como tão bem define a frase de Bernard Shaw, “aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”. O discurso deve andar lado a lado com a prática, caso contrário a mudança, um processo difícil para todos, cai no vazio, no descrédito, principalmente quando não há uma situação-limite para impulsioná-la.

O que deve ser evitado a qualquer custo é a mudança que não muda, os “novos” planejamentos baseados nos mesmos moldes de acomodação, porque, muitas vezes, o ato de mudar obedece a um ritual cênico, isto é, a organização apenas representa um processo de renovação. Protagonistas e coadjuvantes, consciente ou inconscientemente, participam de uma pantomima e a experiência mostra que, no fechar das cortinas, surgem conseqüências danosas. O ato de mudar perde o significado. A empresa entra numa espiral, na qual todos se esforçam para realizar mudanças que não são mudanças e, na próxima proposta de transformação, certamente, partirão do pressuposto das “representações anteriores”.

Acredito que a essência da mudança corporativa está na humildade científica, ou seja, no despojamento da impregnação do poder pelo poder, na subordinação à coerência, na arte do saber ouvir e dialogar, enfim, no real compromisso com novos caminhos coletivos.

Até a próxima carta do mês!


Denis Mello
diretor-presidente
 

 
Fonte: FBDE | NEXION Consulting
 
 
 

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