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Por Mauricio Moraes
O Google e a Samsung lançaram mais um ataque contra o Windows. Foi anunciada
a nova geração de aparelhos com Chrome OS.
Desta vez, o alvo principal são os desktops. As duas empresas apresentaram um
novo aparelho, o Chromebox, uma pequena caixinha de apenas 330 dólares que roda
o sistema operacional Chrome OS. A configuração é bem básica: processador Intel
Celeron de dois núcleos e 1,9 GHz, drive SSD de 16 GB, 4 GB de RAM, Wi-Fi,
Bluetooth 3.0, seis portas USB, uma saída DVI e duas DisplayPort e saídas para
microfone e fone de ouvido. Muita gente dirá, com razão, que é pouco para o que
se pode ter hoje. O Google, porém, não pensa assim.
O que a empresa pretende com os notebooks com Chrome OS – os Chromebooks – e,
agora, o Chromebox é mudar o modo como as pessoas usam o computador. Larry Page
já chegou a declarar, tempos atrás, que acha que o mundo Windows não é bom. O
usuário comum tem uma série de dificuldades para compreender o sistema, tem de
lidar com programas maliciosos e, vez ou outra, faz uma bobagem e perde
arquivos. Além disso, ligar a máquina costuma demorar mais do que qualquer um
gostaria. No Chrome OS, praticamente tudo funciona na nuvem. Basta fazer o login
e toda a sua vida online é sincronizada com o computador. Fora que o boot dura
menos de 10 segundos.
Claro que a ideia não deu tão certo no início. O Chrome OS tem um ano de vida e,
até agora, não conseguiu se tornar popular. As pessoas ficavam incomodadas em
ligar o PC e ver apenas a janela do navegador, que é o coração do sistema.
Afinal, não havia área de trabalho. O Google, contudo, mudou a interface neste
ano, para que ficasse mais parecida com a do Windows, além de torná-la bem mais
intuitiva. Dessa vez, pode dar certo. A empresa, contudo, não tem pressa. Tanto
que o lema adotado para o sistema operacional é: “Pronto, quando você estiver”.
Outro impeditivo para a popularização do Chrome OS é o preço dos aparelhos. O
valor de 330 dólares do Chromebox ainda é muito alto. A Samsung também mostrou
uma nova versão do Chromebook, mas que não sai por menos de 449 dólares. É
muito. O Google e seus parceiros realmente conseguirão brigar com a Microsoft
quando fizerem máquinas populares. E quando uma conexão à internet for algo tão
comum quanto ter energia elétrica em casa.
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