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Por Marcos Abellón
Os brasileiros já integraram as redes sociais ao seu dia a dia. Somente o
Facebook, que lidera em quantidade de usuários, já conta com 47 milhões em nosso
País. Também as empresas descobriram que esses canais são novas formas de se
comunicar com seus clientes e acompanhar seus gostos e as tendências de consumo.
O social business – que é capacidade de produzir, gerar e compartilhar
conhecimento – com foco em conhecer e estar mais próximo do seu cliente pode
também orientar ações internas nas empresas.
Internamente, as redes corporativas, para comunicação e integração da empresa,
são uma tendência e devem ser exploradas nos mais diferentes níveis. Há cinco
motivos principais que me fazem acreditar no sucesso das redes corporativas:
1. Promovem a integração interna entre os departamentos/setores;
2. Facilitam a integração externa com fornecedores/parceiros/clientes;
3. São ótimo repositório de informações;
4. Facilitam e incentivam a comunicação;
5. Estimulam a inovação e a colaboração entre os profissionais.
São motivos mais que suficientes para justificar a implantação de uma rede
social interna. Social business não é só desenvolver relações de B2B ou B2C, mas
se comunicar no ambiente de trabalho ou com pessoas fora dele. A ideia é
envolver todos os departamentos da empresa, cultivando um espírito de
colaboração e comunidade, tanto interna como externamente. Além de acelerar a
inovação, promover a interação e a colaboração, o social business também traz
mudanças na rotina operacional dos profissionais.
Para todos os tamanhos
As redes corporativas já estão amplamente difundidas e adotadas nas empresas de
grande porte, mas certamente, em breve, farão parte da realidade da maioria das
organizações. Um estudo realizado pela McKinsey & Company no fim de 2011 mostra
que as redes sociais corporativas estão sendo utilizadas para melhorar as
operações e obter novas oportunidades de mercado. O estudo revela que quando os
sistemas são adotados em escala por uma empresa funcionando em rede e integrado
aos processos de trabalho dos funcionários, as práticas de social business têm
melhorado o desempenho financeiro das organizações e aumentado sua participação
de mercado.
Os sites de relacionamento tiveram uma rápida ascensão e é difícil encontrar
pessoas que não façam parte de alguma rede social. A rapidez do avanço
tecnológico faz com que tudo se transforme em um menor tempo e o social business
nada mais é do que uma nova versão ou formato dos sites de relacionamento, agora
utilizados também para favorecer as empresas. As redes corporativas substituirão
os e-mails, ou pelo menos irão diminuir a troca deles, e também reduzirão o uso
dos programas de mensagem instantânea separadamente, como o MSN, por exemplo,
devendo ser totalmente incorporados ao social business. Integração, aliás, é
palavra-chave daqui para frente.
Uma preocupação que surge ao se "liberar" o acesso às redes sociais no ambiente
de trabalho é em relação à produtividade dos colaboradores. No entanto, uma boa
rede social corporativa, bem estruturada e adotada por todos os níveis da
empresa, não deve distrair os funcionários e diminuir a produtividade; pelo
contrário, a meta é justamente unir todos os profissionais para que se ajudem e
compartilhem ideias que possam melhorar as ações da empresa. Quando o telefone
surgiu também se acreditava que ele atrapalharia e hoje não podemos imaginar
nossas vidas sem ele.
Mas independentemente de todas as vantagens que o social business traz, antes de
implantar uma rede social corporativa é preciso analisar os hábitos dos
funcionários e preparar tanto a empresa quanto os colaboradores. Não dá para ter
um site de relacionamento interno só porque outras empresas estão adotando este
sistema. É preciso definir os objetivos, conscientizar os colaboradores com
objetivos claros e regras para que façam o melhor uso do sistema, aprimorando a
comunicação, colaborando uns com os outros e, como consequência, melhorando a
produtividade.
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