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Por Edg. Daniela
Talenthunting, Brainhunting, Potencialhunting… Se você já ouviu algum destes
termos, não se assuste. Ninguém reinventou a roda do headhunting (ou
caça-talentos).
Segundo a StautRH, consultoria voltada para média e alta gerência, esses foram
termos criados para que as empresas de recrutamento se diferenciassem em um
mercado cada vez mais competitivo.
Estimativas da consultoria apontam que, atualmente, apenas cerca de 30% das
vagas no mercado estão nas mãos dos headhunters. Antes, esse índice era de 80%.
Com ferramentas como o LinkedIn, algumas das empresas começam a fazer o
recrutamento por conta própria.
“É uma ótima rede profissional e precisamos usá-la bem. Mas a corporação que faz
sozinha seu hunting pode abrir brecha para que a concorrência crie boatos ruins
sobre ela. Já o candidato, por sua vez, deve ficar atento. Se a empresa não tem
um processo profissional de contratação, como será que ela leva as relações de
trabalho?”, diz Ana Paula Pagan, gerente-executiva da StautRH.
O momento para quem está em busca de uma vaga ou pensa em melhorar suas
condições de trabalho, contudo, é para lá de positivo. Na opinião de Ana Paula,
a maioria dos profissionais prefere não trocar de empresa no momento. Com isso,
as consultorias estão sofrendo. “É a hora de negociar melhor. O executivo está
com o poder de barganha. Vale negociar um salário melhor, a expatriação, bônus
ou benefícios.”
Para que você tire proveito do cenário, listamos, abaixo, algumas dicas.
Está procurando emprego?
- Mantenha um bom perfil no LinkedIn e seja sempre ativo nos grupos de discussão
- Atualize seus currículos nos sites das consultorias de headhunting e de
seleção
- Cultive seu networking, tanto com os contatos com quem já trabalhou, como com
quem trabalha
- Estar com o segundo idioma em dia é imprescindível. Cerca de 85% das vagas
pedem atualmente o inglês
- Está há mais de um ano fora do mercado? Explique o porquê. Se tirou um ano
sabático, decidiu se dedicar à maternidade ou fez um curso fora, coloque isso no
corpo do email de apresentação ou no currículo (no resumo das qualificações ou
no histórico profissional). Muita gente não lê a carta de apresentação.
- Tome cuidado com a ansiedade para galgar posições ou com a curiosidade por
empresas novas. Trocar rápido de emprego pode passar a impressão de
instabilidade no currículo, o que o mercado chama de pinga-pinga. O ideal é
ficar pelo menos dois anos em cada empresa.
Foi procurado?
- Tente saber a idoneidade da empresa que o contatou. Entre no site, pergunte
como o headhunter trabalha, qual sua metodologia de seleção etc
- Separe um tempo, entre 15 e 20 minutos, para falar tranquilamente com o
headhunting, de preferência, em um ambiente longe da mesa de trabalho
- O nome da empresa nunca pode ser aberto no início do processo seletivo.
Desconfie se o headhunter contar quem está interessado em você. Se o recrutador
não foi ético com o cliente porque será ético com você?
- Busque informações sobre o porte da companhia que quer contratá-lo. O número
de funcionários, o faturamento, a localização (cidade ou região) ou o setor no
qual atua são dados que ajudam a tomar uma decisão
- Pergunte por que a vaga está sendo aberta. Trata-se de um posto novo ou é uma
substituição? Esse é um termômetro sobre o clima que encontrará no ambiente de
trabalho, caso aceite o convite
- Geralmente, o recrutador não informa salário, mas é possível dizer sua
pretensão salarial e perguntar se é possível chegar ao valor
- Avalie antes de fechar uma porta. Ninguém constrói uma boa carreira com
ansiedade
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