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Por Ricardo Neves
Pode conferir: um dos mais frequentes e populares elogios nas recomendações
feitas entre pessoas que são contatos no Linkedin é a valorização da capacidade
de ser um profissional “focado”.
Tudo bem! Ter foco para entregar o prometido, em especial em termos de
cumprimento de metas, é algo que devemos considerar como uma característica
positiva. Mas é preciso ver com muito cuidado até onde ser ultrafocado pode ser
uma qualidade.
Foco excessivo pode significar um aprisionamento mental no sentido de colocar
você para desempenhar um programa específico para conseguir chegar naquele
resultado desejado. Frequentemente isso tem um custo estratégico. A consequência
pode ser a redução ou até mesmo a perda da visão periférica. É a situação em que
você vê apenas uma ou outra árvore e deixa de ver a floresta como um todo.
Pessoas ultrafocadas podem vir a se tornar um problema sério na direção de uma
empresa, sobretudo em tempos de mudanças rápidas, época em que respostas velhas
não respondem mais às perguntas novas que estão emergindo. Costuma ser muito
difícil para os ultrafocados chavear seu processamento mental para o modo
criativo.
Mantenha o foco. Mas não perca a capacidade de ver tanto a parte quanto o todo.
Seja focado. Mas esteja sempre preparado para entrar em modo B de operação
mental, aquele modo em que inovar, mudar, reinventar e até mesmo improvisar pode
ser muito mais importante do que seguir estritamente cumprindo o planejado e
buscando bater metas.
São exatamente os ultrafocados que costumam arrastar grandes organizações para a
decadência e irrelevância.
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