Exercício da cidadania: somos sujeitos de nossas histórias

cidadaniaA cada quatro anos, somos convocados às urnas para “decidir o futuro do País”. As propagandas eleitorais nos “lembram” que, como cidadãos, somos responsáveis pelos rumos que a Nação irá tomar. Assim, no “dia da escolha”, exercemos nosso compromisso e voltamos ao trabalho, na esperança de que nossos candidatos realmente nos representem, ou seja, que também façam seu trabalho.

Mas o exercício da cidadania não está limitado à zona eleitoral. Está no dia a dia. Devemos nos lembrar de que somos sujeitos de nossas histórias e que, como seres humanos, não nos contentamos com o presente estável, somos “caminhantes”, segundo o filósofo Martin Heidegger65. E, para caminhar, precisamos agir.

Recentemente, tive a oportunidade de conhecer um bom exemplo de ação transformadora, em conversa com um empresário de uma cidade paulista. Durante nosso encontro, me foi exposto como as iniciativas de sua empresa refletiram na melhoria da qualidade de vida da comunidade e na atuação dos funcionários como cidadãos.

Ao apoiar o desenvolvimento educacional no município, com a manutenção de seis escolas, onde estudam mais de 300 alunos, a empresa também incentivou a reflexão e a prática de cidadania entre os funcionários, que se apropriaram do projeto. De acordo com o empresário, a primeira atitude de engajamento na vida da cidade disparou uma reflexão profunda relacionada aos valores dentro da empresa. Com a intensificação do exercício da cidadania, outros projetos vieram como a promoção de atividades culturais e recreativas, envolvendo funcionários, familiares e comunidade.

Cada vez mais, a postura cidadã das empresas é reconhecida pelo mercado e os serviços e produtos passam a ser impregnados em sua “alma” um diferencial não tangível, mas percebido, sentido. Isso acontece porque, ao praticarmos a cidadania, nós – empresários e executivos – transferimos para consumidores e clientes um bem maior: o cuidado.

Acredito que temos tudo para criarmos um mundo melhor, a partir da revisão de nossos valores e da adoção da cidadania como um projeto pessoal de cada um. Sim, uma utopia cuja utilidade foi tão bem definida pelo escritor Eduardo Galeano: “Eu ando um pouco e a utopia se afasta. Eu ando mais um pouco e ela se afasta mais. Para que serve então? Serve para caminhar, ir adiante”. Então, caminhemos!

Até a próxima Carta do Mês!

Denis Mello

Diretor-presidente

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